Tenho um diagnóstico psiquiátrico. Como isso interfere no meu emagrecimento?
Ansiedade, depressão, transtorno bipolar, medicações e neurodivergências podem alterar energia, organização, fome e construção de hábitos.
Pessoas que convivem com ansiedade, depressão, transtorno bipolar, TDAH, autismo ou outras condições relatam com frequência a sensação de participar de um jogo com regras diferentes.
Enquanto algumas pessoas conseguem planejar refeições e repetir uma rotina com relativa facilidade, outras gastam enorme energia apenas para dar conta do básico.
Quando o assunto é alimentação, isso pode produzir culpa e a impressão de que todo mundo consegue, menos elas.
Emagrecer não depende apenas de saber o que comer
O processo exige planejar, iniciar tarefas, tomar decisões, perceber sinais, tolerar desconforto e repetir comportamentos.
Sintomas de saúde mental e neurodivergências podem interferir em várias dessas funções:
- energia e motivação;
- atenção e memória;
- impulsividade;
- organização temporal;
- sensibilidade sensorial;
- percepção de fome e saciedade;
- sono;
- busca de recompensa;
- capacidade de lidar com frustração.
Tentar aplicar uma estratégia criada para outra realidade pode aumentar a sensação de fracasso.
Medicamentos também podem mudar a alimentação
Alguns tratamentos alteram fome, saciedade, energia, sono, boca seca, intestino ou peso. Isso pode gerar medo de precisar escolher entre saúde mental e cuidado com o corpo.
A retirada ou mudança de medicação não deve ser feita por conta própria. O acompanhamento nutricional pode observar a resposta alimentar e corporal, organizar estratégias e compartilhar informações com o médico responsável quando houver autorização.
O objetivo não é fazer você funcionar como outra pessoa
Estratégias podem precisar de menos etapas, mais previsibilidade, opções prontas, lembretes, adaptação sensorial ou metas menores.
Uma pessoa com TDAH pode precisar reduzir decisões e tornar refeições visíveis. Uma pessoa autista pode precisar respeitar textura, temperatura e segurança alimentar. Alguém em episódio depressivo pode precisar de uma base mínima que não dependa de cozinhar todos os dias.
Não existe uma receita única para um diagnóstico. A conduta considera a pessoa, o momento e o problema nutricional.
Limites profissionais
Jéssica atua exclusivamente como nutricionista. Ela não realiza diagnóstico psicológico, psicoterapia nem tratamento de transtornos mentais.
O trabalho considera como essas condições interferem na alimentação e pode ocorrer em conjunto com psicólogo, psiquiatra, endocrinologista e outros profissionais.
Conheça o acompanhamento para neurodivergências, saúde mental e alimentação.